sábado, 3 de fevereiro de 2018

Vencedor entre os votantes para o melhor texto do livro "A Árvore de Natal e o Presépio"


Já foi feito o sorteio do Totoloto de 3 de Fevereiro de 2018 e o número da sorte foi o número 2. Sendo assim, seleccionámos para o nosso sorteio o número 2 e todos os números terminados em 2. O número vencedor foi o número 22 e a feliz contemplada foi Almira Santos Fernandes.
Os nossos parabéns à vencedora e os nossos agradecimentos aos muitos participantes desta votação. O prémio será entregue muito em breve.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Vencedor da votação do público " A Árvore de Natal e o Presépio"


Findas as votações, o público, cuja votação, mais uma vez, agradecemos, escolheu os seguintes contos como os seus favoritos:

 Uma pluma no Natal - Vencedor

2º Quando eu era o Pai Natal
3º O Menino que salvou o Natal e O Guizo


Os nossos parabéns ao autor Pedro Forte por esta vitória. 
Fica aqui um excerto do conto vencedor

Uma Pluma no Natal

I

Leonor, uma princesa, vivia num reino encantado e era profundamente bela, mas simultaneamente triste. Tão triste quanto triste se pode ser…
Leonor contava os dias que passavam sempre na companhia da sua velha tristeza. O que ela não imaginava é que o destino lhe faria uma grande surpresa e que a sua vida, um dia, se iria alterar profundamente!...
O reino onde os pais de Leonor, D. Aurélio e D. Eduarda, governavam altivamente, parecia uma tela viva de cores com umas quantas pinceladas de magia.
As casas do povo, pequeninas, de pedras amareladas e madeiras envelhecidas, contrastavam com o enorme palácio onde se destacavam as paredes em carmim onde vivia Leonor.
Os meninos da idade da princesa corriam alegres e descalços pelas ruas do reino. Pareciam plumas acariciadas pelo vento a gritar alegremente pelas vielas. Leonor observava-os da enorme janela do seu quarto.
Enquanto o povo das aldeias se agitava na azáfama do dia-a-dia, Leonor passava o tempo percorrendo pesarosamente os longos corredores do sumptuoso palácio onde vivia, acompanhada da ama, cuja incumbência era garantir que à princesa nada faltava, nem o mais belo vestido, o mais requintado par de sapatos, ou a mais doce guloseima…
A cada dia que passava a esbelta princesa, com os seus longos cabelos negros a contrastar com a sua tez muito branca, ia sentindo-se cada vez mais pesada e sem forças. Os seus sapatinhos de cetim pareciam enterrar-se cada vez mais na rica tapeçaria que ornamentava o chão do interior do palácio.
À noite, com a cabeça encostada no vidro da janela do seu quarto, Leonor via, lá ao longe, os meninos da aldeia junto dos
seus pais, cercando uma mesa, iluminados pela luz trémula de uma vela. Pareciam muito levezinhos, animados…enquanto ela, permanecia ali, pesarosamente no seu enfado, sem oportunidade para uma conversa com os seus pais, que tal como era habitual se encontravam no salão principal do palácio a receber os nobres nos habituais serões faustosos que aí se realizavam.
Na aldeia mais próxima do palácio, as crianças acordavam todos os dias muito cedo para ajudar os pais com as lides do campo antes de seguirem em grupos animados, para a velhinha escola, edifício branco, com uma porta e duas janelas pintadas de verde. Ao lado da escola, a igreja da aldeia fazia-lhes companhia.

Nem o facto de terem que madrugar para conduzir os animais para os pastos cobertos de orvalho, ou ajudar os pais com as pesadas vasilhas cheias do leite que conseguiam com a ordenha, faziam sentir as crianças felizes menos leves que o dia anterior. Corriam sempre alegremente, mal tocando no chão agreste, que aos olhos de Leonor, pareciam campos de algodão…
(...)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Loja online Tecto de Nuvens


Está aberta a nossa nova loja online!
Pode aproveitar para completar as suas compras de Natal beneficiando da Campanha que vai estar em vigor até 15 de Janeiro.
Estamos à sua espera em http://tecto-de-nuvens.pt/index.php?id_cms=20&controller=cms
Boas compras!

Novidade do mês de Novembro






Barcelos, o Jardim do Minho; Paulo Arezes
capa mole,  80 páginas; Tecto de Nuvens, 2017
PVP 12€

domingo, 5 de novembro de 2017

Vencedor do sorteio entre os votantes para o melhor texto de "Em tons de Valsa aguarela-fogo"



Já foi feito o sorteio do Totoloto de 4 de Novembro de 2017 e o número da sorte foi o número 4. Sendo assim, seleccionámos para o nosso sorteio o número 4 e todos os números terminados em 4. O número vencedor foi o número 14 e a feliz contemplada foi Margarida Quintal.
Os nossos parabéns à vencedora e os nossos agradecimentos aos muitos participantes desta votação. O prémio será entregue muito em breve.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Vencedor da votação para o melhor conto de "Em tons de Valsa aguarela-fogo"


  O conto Automá-á-á-á-tico-o-o-o!.. da autoria de Maria Lucília Teixeira Mendes é o vencedor da votação dos (muitos) leitores que participaram neste passatempo. À autora, os nossos parabéns!
O nosso grande agradecimento a todos os que votaram e a lembrança que é já no próximo sábado que vamos saber quem tem o número a sortear como número da sorte no totoloto.

Os nossos parabéns também para os autores que ficaram em segundo e terceiro lugar (desempate quase ao photo finish...), respectivamente Ilda Almeida Pinto com "Léria" e Pedro Forte com "Gil e a Águia".
Para os que ainda não tiveram oportunidade de ler este conto fica aqui um pequeno excerto.



Automá-á-á-á-tico-o-o-o!..

 Não há infâncias iguais. A minha foi diferente de todas. Naturalmente.
Na impressora virgem dos poucos anos vividos, aberta ao inesperado, à surpresa, ao sempre novo, sem preocupações nem regras limitativas, há factos nunca apagados, normais, simples, sem importância, mas que, sem que ninguém se apercebesse, iam moldando cada vida a crescer.
Retratam um tempo, um lugar, uma cultura, uma gente e um modo de estar na vida cujas preocupações quase se resumiam às sementeiras e colheitas, ao bom ou mau tempo, aos animais a comprar ou a vender, à comida a pôr na mesa… E pouco mais. Claro que, os deveres do bom cristão comandavam e eram regra de vida para velhos e novos. Mais para os primeiros do que para os segundos! O sino da igreja marcava também os ritmos deste povo crente.
A liberdade de brincar, de correr, saltar e gritar, era infinda. Havia apenas o cuidado de que nenhuma criança caísse nalgum daqueles poços redondos, estreitos e fundos em cuja água vi, um dia, a boiar, o corpo inchado da cadela amarelada do senhor Custódio. Coitadinha!
Carros, poucos havia. O comboio não metia medo: chegava devagar e devagar partia, depois de curta paragem no apeadeiro aonde iam passear as raparigas com fatos domingueiros. Mas partia zangado por não o deixarem estar mais tempo a observar a gente: arrancava a espumar ruidosamente, para o chão e para os lados, água fumegante e a ferver que fazia saltar quem estivesse por perto.
Era também para o apeadeiro, de que apenas resta a tabuleta, que na altura ostentava o nome da sede de freguesia, - Figueiredo das Donas - que corriam as crianças, depois de aberta, como de gaiola, a porta da escola. Todos queriam chegar primeiro. Infalivelmente, em bicos de pés e olhos esbugalhados para a janela da carruagem do correio, gritavam em coro:
- Químicos, tabuletas, lapiseiras e canetas!

Logo se assomava um rosto redondo e corado, com um enorme sorriso bonacheirão. E lá vinham, janela fora, umas tabuletas de encomendas antigas, ainda com endereços escritos a que ninguém ligava, uns químicos usados e mais nem sei já o quê. (...) 







Podem adquirir este livro nas principais lojas online ou adquiri-lo directamente a nós pelo endereço loja@tecto-de-nuvens.pt ou pelos telefones 224807820 ou 960131916